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Equipe do filme Capitão Astúcia. Foto PC Cavera

A Mostra Brasília, também de volta ao formato presencial, mostra mais uma vez sua popularidade. O carinho do público no Cine Brasília fez a sala lotar, com grande fila de espera para ocupar os poucos lugares que vagavam durante a exibição de “Desamor”, de Herlom Kremer; “Super-heróis”, de Rafael de Andrade; e “Capitão Astúcia”, de Filipe Gontijo (foto). Todos ovacionados pela plateia. Para a sessão de hoje na disputa pelo Troféu Câmara Legislativa da Mostra Brasília, com apresentação da atriz Juliana Drummond, estará em cartaz no Cine Brasília, gratuitamente, às 18h, os curtas-metragens “Levante pela Terra”, de Marcelo Cuhexê, e “Reviver”, de Vinícius Schuenquer. Em seguida, o longa “Profissão Livreiro”, de Pedro Lacerda, encerra a programação do dia na mostra candanga.

Mostra Nacional: programação desta quarta-feira

Foto do filme Rumo
No terceiro dia da Mostra Competitiva Nacional, o 55º Festival de Brasília apresenta curtas-metragens nordestinos e um longa brasiliense. “Calunga Maior”, da Paraíba, abre a sessão. O filme de Thiago Costa Oliveira retrata a vida de Ana, uma escritora, recentemente órfã, que decide se aventurar pelos becos da memória e seu relacionamento rompido com a mãe e a avó. O filme é um gesto sobre a relação e fricções da memória diaspória a partir de perspectivas cosmológicas enquanto método de confluir com o espaço.
Na sequência, o curta-metragem pernambucano “Sethico”, de Walter Montenegro, mostra uma travessia que começa no rio Capibaribe, por onde muitas pessoas traficadas de África entraram no Brasil. O filme segue por lugares que quase escondem o horror da tragédia colonial, que são o cenário do massacre de muitas vidas negras no Recife.
A noite encerra com o longa-metragem candango “Rumo”, de Bruno Victor e Marcus Azevedo. Ao fabular realidades e captar depoimentos de importantes vozes que lutaram pela implementação dessa política afirmativa, a produção relata três vivências que se cruzam para contar a historicidade da implementação das cotas raciais na UnB e seus desdobramentos.
A sessão começa às 20h30, no Cine Brasília, com ingressos a R$ 20 (inteira). A bilheteria abre às 18h. Nos Complexos Culturais Samambaia e de Planaltina, a entrada é franca (sujeita à lotação das salas), e as sessões se iniciam às 20h.

Homenagem a Jorge Bodanzky

Jorge Bodanzky. Foto PC Cavera

O diretor Jorge Bodanzky, grande homenageado da 55º edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, recebeu, na segunda-feira, uma medalha por sua obra, lembrando da força de resistência contra o regime ditatorial que o festival e a Universidade de Brasília (UnB), berço do evento, representaram.

Dando continuidade as comemorações, a Mostra Jorge Bodanzky estreia nesta quarta-feira nas telonas do Cine Brasília, com o curta “Brasília em Super 8″. Em 1970, Bodanzky faz três filmes em super 8mm preto e branco de Brasília, em mais uma etapa de sua missão de documentar a cidade, iniciada ainda nos tempos de estudante, sob orientação de professores como Luiz Humberto, Athos Bulcão, Amélia Toledo e Heinz Forthmann. Sempre às 14h, o longa “Utopia Distoria” também abrirá a mostra, no terceiro dia de festival. Nesta obra, Bodanzky recorre às memórias afetivas do período em que cursou a Universidade de Brasília para destacar um painel da juventude na década de 1960, com seus sonhos e expectativas, suas crises e projetos interrompidos.

Na quinta-feira, uma produção de 1973 será exibido para os cinéfilos de plantão. Filmado em São Paulo, o longa Compasso de Espera retrata a vida de um poeta e publicitário chamado Jorge de Oliveira. Negro, o protagonista vivencia inúmeras situações de preconceito, inclusive por parte dos amigos. E por fim, na sexta-feira o documentário “Amazônia, a nova Minamata”, encerra a mostra em homenagem ao renomado diretor. O filme acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral, enquanto revela como a doença de Minamata, decorrente da contaminação por mercúrio, ameaça os habitantes de toda a Amazônia hoje.

Debates, encontros setoriais, ambientes de mercado e masterclasses: veja o que rola hoje

1a Conferência do Cinema Nacional FBCB. Foto: PC Cavera

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro reitera sua vocação de centro de discussões de políticas públicas, de formação e de proposição de iniciativas para o fortalecimento do audiovisual no Brasil. A programação, portanto, envolve várias atividades com este propósito, como encontros setoriais, masterclasses e debates que ocorrem nos formatos presencial e online, até o final desta edição.

Na mediação dos debates da mostra Competitiva Nacional, a crítica de cinema Maria do Rosário Caetano recebe hoje representantes dos filmes exibidos ontem: Nossos passos seguirão os seus… (RJ), Anticena (DF) e Espumas ao vento (PE). Aberto ao público. Os debates das mostras paralelas e da Mostra Brasília ocorrem logo após as sessões, na marquise do Cine Brasília ao lado da bombonière.

Na programação das Masterclasses, o artista, cenógrafo e diretor de arte Andrey Hermuche irá propor uma reflexão sobre metodologias de desenvolvimento na direção de arte, desde a primeira decupagem de roteiro à montagem de set. Para alcançar todo potencial criativo de um roteiro, se faz necessário um aprofundamento constante de criação e proposição, e com isso um bom planejamento visual, identificar e estabelecer etapas de trabalho e organização do departamento de arte são imprescindíveis para a criação de novos contextos visuais. A atividade começa às 15h30, no Cine Brasília.

Por meio da plataforma zoom, um encontro sobre o protagonismo da mulher em todas as áreas de criação e produção de obras audiovisuais acontecerá nesta quarta, a partir das 14h30, com intermédio da mestre em Comunicação Daniela Marinho. O encontro é aberto e será disponibilizado o link de acesso para interatividade de até 100 pessoas. Mais informações no site do festival.

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